Não
se pode ignorar o avanço da tecnologia em nosso dia-a-dia. Hoje, as
crianças estão antenadas a estes avanços tecnológicos. Desde muito cedo
as gerações vem inserindo-se em uma nova sociedade: a "sociedade
digital", conforme nos alerta nos alerta o filósofo italiano Pier Cesare
Rivoltella, especialista em Mídia e Educação e consultor de grupos de
pesquisa sobre esse tema na PUC-RJ.
Entre
várias tecnologias, hoje encontramos facilmente no mercado os IPads,
IPhones, Tablets, entre outros. Porém o celular ainda lidera, e já faz
parte do mundo lúdico das crianças juntos às
bonecas, carrinhos, bolas, patins, vídeo-games e muito mais.
As
crianças, cada vez mais cedo, vem despertando o interesse pelo celular.
Já conhecem os modelos, as funcionalidades, e hoje já são
frequentemente pedidos. Posso até dizer que se questionarmos uma criança
sobre o que ela gostaria de ganhar de presente dando-lhe duas opções,
um brinquedo ou um celular, os dois provavelmente ficariam indecisos.
Muitas
crianças já pedem o celular para os pais e alguns já cedem aos encantos
digitais, por dois motivos: agradar seus filhos e monitorá-los, tornando
mais fácil o dia-a-dia.
Porém, este presentinho pode ser um grande desafio para as escolas.
Reconheço
a importância do celular em nossas vidas, porém não podemos entregá-lo
nas mãos de nossos filhos sem antes orientá-los, afinal vivemos em um
mundo que existem regras.
O mal uso do celular pode trazer seríssimos problemas tanto educacionais e psicológicos quanto problemas de saúde.
E será que proibir o uso do celular seria a melhor solução??? É possível inserir esta tecnologia ao cotidiano das escolas e
transformá-lo em recurso pedagógico!
Que legal seria que professores pudessem enviar torpedos para seus alunos mantendo o vínculo de amizade também fora da escola, e também enviar dicas de leitura e de cultura, sites educacionais, lembretes entre tantas outras idéias que vão surgindo de acordo com o incentivo deste suporte, e assim o aprendizado se tornar ainda mais interessante e dinâmico.
Que legal seria que professores pudessem enviar torpedos para seus alunos mantendo o vínculo de amizade também fora da escola, e também enviar dicas de leitura e de cultura, sites educacionais, lembretes entre tantas outras idéias que vão surgindo de acordo com o incentivo deste suporte, e assim o aprendizado se tornar ainda mais interessante e dinâmico.
Este
método de ensino via celular vem conquistando os espaços educacionais e
já foi até criado um nome para este método de ensino, o Mobile Learning
(Aprendizagem Móvel), ou apenas M-Learning. Existe uma escola em
Portugal que vem tendo resultados muito positivos com esta ferramenta de
ensino, a Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga.
Acredito
que aqui no Brasil, este método não demore a ser inserido nas escolas,
pois a cada dia que passa o celular vem fazendo parte do dia-a-dia das
crianças. Algumas escolas usam já usam as redes sociais com fins
educativos porém o celular consegue ser ainda mais rápido e ter maior
alcance uma vez que, no Brasil, nem todos tem acesso a internet ainda.
O celular, como outras tecnologias, pode favorecer o trabalho na escola, tornando-o mais criativo, envolvente e dinâmico.Porém
é necessário que se tenha uma formação que habilite os educadores ao
uso destas novas tecnologias, pois ainda não absorvemos a cultura da
utilização das tecnologias para o enriquecimento da prática docente,
infelizmente ainda prevalece uma resistência para a utilização das
mesmas. E isto é motivo de preocupação, pois enquanto a escola não se
adapta a utilidade das novas TIC's, elas invadem a escola. E vou além, acredito que mais do que adaptar-se, as
escolas deveriam incluir o uso dos principais recursos tecnológicos em sua proposta
pedagógica, para que futuramente o uso indevido destes não venham interferir no convívio, na atividade em sala de aula e na
qualidade de relação dessa criança com os demais.
Vale
salientar que o celular, o tablet e outros são, nos dias de hoje, bens lúdicos e "(...) sendo a Escola a
instituição responsável pela formação cultural da criança, cabe a ela
também proporcionar esse conhecimento (...)" (SILVA, 1992, p. 92).
Não
é salutar proibir a criança de ter um celular ou qualquer outro aparelho digital, mas deve-se estimular
cada vez mais a brincadeira, o relacionamento com os coleguinhas, o
lazer, os estudos.
Dar
um celular nas mãos de uma criança sem a devida orientação seria um
equívoco. É importante dialogar com a criança a finalidade do aparelho e
mostrar os limites, tanto para os filhos quanto para os pais.
Na
escola o celular só deve ser utilizado mediante permissão da professora
e em casos de urgência, fora isto ele deverá permanecer desligado,
assim como é nas escolas da Alemanha, em que as crianças podem levar os
aparelhos para a escola, mas eles não podem ser ligados dentro do
ambiente escolar, para que este não venha comprometer o desenvolvimento e
a concentração dos alunos.
É preciso que a escola realize um trabalho de conscientização com pais e alunos.
Este
tema vem sendo muito discutido em todo Brasil e algumas cidades o uso
deste aparelho foi proibido, porém aqui na Paraíba (já há algum tempo), o projeto de lei de
autoria do deputado Nivaldo Manoel (PPS) que previa a proibição do uso
de telefone celular nas escolas públicas e privadas da Paraíba foi
vetado pelo Poder Executivo.
Não
existe um consenso sobre uma idade padrão para iniciar o uso do
aparelho pelas crianças. Hoje em dia é difícil estabelecer uma idade
para esse uso, vai depender da necessidade dos pais e filhos. Mas
acredito que uma criança de 10-11 anos já está preparada para ter um
celular, mas a partir dos 7 anos eles já sabem manusear e já começam a
pedí-lo de presente. E com isso o mercado já se prepara para atender aos
gostos dos pequenos, com mais funções, estilos e cores.
A moderação e a mediação são as melhores receitas!!!

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